Os inibidores epigenéticos como uma nova e promissora estratégia de intervenção contra a malária?

Um novo estudo identifica um inibidor da regulação genética que mata especificamente o agente patogénico

21.02.2025
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Uma equipa de investigação multinacional liderada pelo Professor Markus Meißner (LMU) e pelo Professor Gernot Längst (Universidade de Regensburg) obteve importantes conhecimentos sobre a regulação genética do Plasmodium falciparum, a principal causa da malária. Os resultados, publicados na revista científica Nature, abrem novas perspectivas para o desenvolvimento de abordagens terapêuticas inovadoras.

A malária continua a ser uma das maiores ameaças à saúde mundial. Em 2022, estima-se que tenham ocorrido 247 milhões de infecções e mais de 600 000 mortes, principalmente na África subsariana. Por conseguinte, são urgentemente necessárias abordagens de investigação inovadoras para alcançar progressos a longo prazo na prevenção e no tratamento.

A doença é causada por parasitas do género Plasmodium, que entram no corpo humano através da picada de mosquitos infectados. O Plasmodium falciparum, o agente causador do tipo mais mortal de malária, tem um ciclo de vida altamente complexo que é controlado por uma regulação genética precisa. A compreensão destes processos é crucial para combater o agente patogénico em diferentes fases de desenvolvimento.

A equipa identificou o remodelador de cromatina PfSnf2L (um complexo de proteínas que regula a acessibilidade do ADN para a transcrição) como um regulador crucial na regulação de genes importantes para diferentes fases de desenvolvimento do agente patogénico. "A nossa investigação mostra que a PfSnf2L é essencial para que o P. falciparum adapte dinamicamente a expressão dos genes", explica Maria Theresia Watzlowik, primeira autora do estudo.

"Com base na sequência única e nas propriedades funcionais do PfSnf2L, conseguimos identificar um inibidor altamente específico que mata apenas o Plasmodium falciparum ", explica Gernot Längst, Professor de Bioquímica na Universidade de Regensburg. "Este inibidor representa uma nova classe de medicamentos contra a malária que são potencialmente eficazes contra todas as fases do ciclo de vida", acrescenta o Professor Markus Meißner, responsável pela cadeira de Parasitologia Experimental na Faculdade de Medicina Veterinária da LMU.

"A malária é uma das doenças mais adaptáveis que conhecemos", afirma Längst. Intervenções específicas na regulação dos genes poderiam, por exemplo, aumentar a eficácia dos medicamentos existentes ou impedir o desenvolvimento de parasitas resistentes.

"O estudo sublinha a importância de integrar a epigenética na investigação sobre a malária. O trabalho futuro centrar-se-á no teste de pequenas moléculas que inibem a maquinaria epigenética do parasita e na investigação da sua eficácia em modelos pré-clínicos", afirma Meissner.

Para além da LMU e da Universidade de Regensburg, participaram também no estudo, financiado pela Fundação Alemã de Investigação (DFG), investigadores da Universidade de Zurique (Suíça), da Universidade Estadual da Pensilvânia (EUA) e da Universidade de Glasgow (Reino Unido).

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